Deixar um pet com outras pessoas pode parecer algo simples. Água, ração e passeio parecem o suficiente. Mas a verdade é que o erro mora aí. O animal acostumado com o tutor, ao precisar lidar com a sua ausência, se depara com o estresse, ansiedade, mudanças comportamentais e até mesmo problemas de saúde. Acompanhe esse guia e conheça os erros mais comuns a serem evitados ao deixar seu pet com terceiros.
Acreditar que qualquer pessoa dá conta
Ter uma paixão por animais não significa que a pessoa sabe cuidar. Muitas pessoas se iludem e deixam seu animal com alguém pelo simples fato de a pessoa gostar de um pet. A verdade é que atribuir a responsabilidade para alguém envolve não só esse gosto, mas também a leitura de comportamento, respeito à rotina e percepção de sinais mais sutis.
O problema é que, uma pessoa que gosta de animais não vai perceber o seu estresse em forma de apatia, inquietação, latidos e mudanças de apetite. E sem essa observação, fica difícil agir. Por isso, nem sempre quem ama os animais têm essa atenção ativa.
Quebrar a rotina do animal doméstico
A previsibilidade é um fator de muita importância para o pet. Ter um horário para se alimentar, descansar, passear, é muito comum e quando qualquer um desses pontos se perde no tempo, o animal entende que algo está errado e passa a se comportar com base nessa alteração. Por isso, é muito comum que o animal:
- Apresenta sinais de estresse;
- Tenha apetite em excesso ou reduza o apetite;
- Comece a morder objetos;
- Fique latindo sem motivos aparentes;
- Fique sonolento ou agitado demais;
- Tenha problemas gastrointestinais.
Assim, cuidar do animal vai exigir ainda mais atenção e muitas vezes o tutor não vai perceber que se trata apenas de uma reação pela mudança de rotina do pet.
Mandar o pet para ambientes estranhos com frequência
Levar o pet para outro lugar para ajudar o tutor a cumprir com seus afazeres, inicialmente, parece boa ideia. Mas é comum que isso gere um efeito prejudicial, principalmente se essa mudança de ambiente acontece com frequência.
Para quem precisa deixar o pet com um cuidador, por exemplo, é ideal tentar ao máximo evitar mudanças frequentes. Por isso, para quem deixa seu animal com um cuidador, é mais inteligente sempre escolher o mesmo ambiente.
A tecnologia está à disposição de quem precisa superar esse problema, com a disponibilidade de cuidadores online, como é o caso do pet sitter. Basta acessar e encontrar um profissional de qualidade. E para cada vez que for necessário de ajuda nos cuidados com o animal, será possível contatar o mesmo profissional.
Desse modo, o pet tem uma tendência maior a se acostumar com o ambiente e o cuidador, provocando uma sensação menor de alteração.
Não deixar claro os hábitos essenciais do pet
Muitas vezes, deixar o pet com um cuidador pode ser uma boa saída. Mas muitos tutores falham ao não explicar detalhadamente a rotina do pet. Alguns pet podem ter medo de barulho, por exemplo. Caso o cuidador não saibam dessa informação, podem levam o animal para uma área de diversão que tenha muito barulho.
Por isso, é fundamental que o tutor oriente o cuidador com informações detalhadas sobre o seu pet, nos seguintes quesitos:
- Horários de alimentação;
- Momentos ideais para fazer passeios;
- Medicamentos que está fazendo uso e seu respectivo horário;
- Sinais de alerta;
- Lugares e situações a serem evitados;
- Necessidades do animal;
- Rotina de sono.
Desse modo, o cuidador poderá compreender melhor qualquer sinal apresentador pelo animal e logo poderá atender a sua necessidade.
Acreditar que cuidar é apenas cumprir tarefas
Alimentar, dar um passeio e limpar o ambiente que o seu pet fica é o básico para manter a satisfação dele. Cuidado envolve muito, além disso. É necessário interagir com respeito, observar o comportamento, para evitar que o emocional do animal doméstico seja negligenciado.
Não basta cumprir um checklist, é necessário observar com sensibilidade para o animal, verificar seus sinais e jamais ignorar o estresse. Todos os movimentos do animal, principalmente os comportamentos que fogem do padrão, indicam que algo está errado. Observar esses aspectos nunca é demais.
Por isso, é fundamental que o tutor ao deixar o pet com um cuidador explique detalhadamente quais são as necessidades do animal, facilitando a resolução de qualquer problema.
Conclusão: como evitar erros mais comuns ao deixar um pet com cuidador?
Deixar o pet sob cuidado de terceiros exige que o tutor detalhe a rotina, explique sobre os medicamentos que o pet faz uso, disponibilize materiais indispensáveis ao seu cuidado e esclareça as necessidades do pet.
É necessário manter uma rotina não só para cumprir o checklist, mas com observação, sensibilidade e responsabilidade. Analisar os sinais do pet ajuda a identificar estresse, dificuldade com a alimentação, etc.
Desse modo, o cuidador poderá perceber com mais facilidade o que o pet precisa e resolver o problema com mais rapidez, deixando o animal sempre satisfeito, mesmo que esteja em um ambiente diferente.



