25 Abril - Revolução dos Cravos

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25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen
Do livro "O Nome das Coisas" (1977)

Sobre a Revolução

Durante o Estado Novo, vigente desde 1933, Portugal foi um país governado por uma ditadura, onde as eleições não eram universais e eram consideradas fraudulentas pela oposição. A polícia política - a PIDE, Polícia Internacional de Defesa do Estado - que recebeu formação da Gestapo e da CIA - tinha como objectivo censurar e controlar a opinião pública e a oposição em Portugal e nas colónias.

A revolução de Abril, conhecida como Revolução dos Cravos, refere-se a um movimento social ocorrido a 25 Abril 1974 que depôs o regime ditatorial do Estado Novo e iniciou o processo de implantação de um regime democrático que culminou com a entrada em vigor da nova Constituição Portuguesa a 25 Abril 1976, com uma forte orientação socialista na sua origem.

A revolução foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto maioritariamente por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que teve o apoio de oficiais milicianos. Este movimento surgiu em 1973, com base em reivindicações corporativistas pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor.

25 de Abril - Cartaz do 1º AniversárioCom uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência por parte do regime foi praticamente inexistente e infrutífera, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa. A governação do país foi confiada à Junta de Salvação Nacional que assumiu os poderes dos órgãos do Estado. O General António de Spínola foi nomeado Presidente da República e Adelino da Palma Carlos assmiu o cargo de Primeiro Ministro.

Seguiu-se o PREC, Processo/Período Revolucionário Em Curso, um período de grande agitação social, política e militar, marcado por manifestações, ocupações, Governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, também conhecido por "Verão Quente", que culmina no golpe militar de 25 Novembro 1975 que pôs fim à influência da esquerda radical em Portugal no pós 25 Abril 1974.

A 25 Novembro 1975 tropas páraquedistas ocuparam diversas bases aéreas mas foram travadas por um grupo operacional de militares, chefiado por Ramalho Eanes, que liquidou a revolta, substituindo o PREC pelo pelo "Processo Constitucional em Curso".

Estabilizada a conjuntura política, a Assembleia Constituinte prosseguiu os trabalhos para a criação da nova Constituição Portuguesa que entrou em vigor no dia 25 Abril 1976, dia das primeiras eleições legislativas livres e democráticas da nova República. Assim, foi instituído em Portugal o feriado nacional no dia 25 Abril, denominado como "Dia da Liberdade".

Várias iniciativas estão em curso, e outras tantas previstas, para assinalar os 40 anos do 25 Abril, sendo que, para além das fontes indicadas em link específico, destacamos estes dois trabalhos:


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