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Corte de Subsídio por doença

04 Fev. 2022 12:44 #22569 por Ana Isabel Jesus Cachada Barros
Corte de Subsídio por doençafoi criado por Ana Isabel Jesus Cachada Barros
Carta de reclamação sobre serviço de verificação de incapacidade temporária para o trabalho que dirigi ao Ex.Diretor do Centro
Distrital do Porto do Instituto
 de Segurança Social, I.P na semana passada e gostava de partilhar convosco, para que outras pessoas possam se elucidar sobre como anda a Saúde em Portugal:

Exmo. Senhor,
Foi com surpresa que recebi o resultado negativo da deliberação da comissão de reavaliação para a incapacidade temporária de trabalho.
No passado dia 7 de Outubro de 2021, foi-me diagnosticado Burnout, ou seja, um esgotamento. Na altura fiquei assustada porque vivo sozinha e dependo do fruto do meu trabalho para sobreviver, daí nunca ter aceite vir para a baixa antes. Sou uma cidadã que nunca falta ao trabalho, em quase 18 anos de casa, faltei um mês e meio no ano de 2014, por ter sido submetida a uma intervenção cirurgia ligada a uma doença da qual sou portadora desde os meus 18 anos, nomeadamente Doença Inflamatória do Intestino. Sito que até à data de hoje, nunca usei a minha doença como desculpa para nada. Aceitei o facto de não me encontrar nas melhores condições mentais, para continuar a exercer a minha profissão, o meu papel para com a entidade patronal em questão. Sou Animadora Sociocultural e trabalho diretamente com Idosos desde 2004. Fui à médica de família pedir baixa, explicando o motivo, a qual me deu o mínimo possível, isto é, 12 dias. Tempo suficiente para agendar uma consulta de psiquiatria e deixar que alguém da área me avaliasse.
A semana passada apresentei-me à segunda junta médica, com os respetivos relatórios médicos, ao qual fui interpelada com o comentário de um dos médicos presentes na avaliação, que eu não possuía um discurso de alguém com um esgotamento. Não achei normal tal expressão. Aliás, no meu ver foi um comentário infeliz. Qual o meu espanto quando recebo o papel em mãos, de que não subsistia a incapacidade temporária para o trabalho. Como é óbvio não concordei e tentei logo ali saber o que fazer para recorrer. E assim o fiz, preenchi o requerimento para uma reavaliação. Hoje foi dia dessa reavaliação e qual o meu espanto ainda maior, de a decisão ser exatamente a mesma.
Entenda vossa excelência, que não estou doente porque me apetece, estou doente e a ser acompanhada todos os meses pelo psiquiatra, a pagar essas consultas do meu bolso porque o nosso sistema nacional de saúde não responde de forma eficaz aos nossos problemas, apresento relatórios médicos verdadeiros e válidos, e mandam-me para casa sem receber nada?! Afinal o cidadão desconta para quê?! Não é para puder usufruir deste tipo de subsídios quando está doente?!
Porque é que se valoriza mais uma perna partida, do que a saúde mental de uma pessoa?! Começo a entender o facto de a taxa de suicídio por depressão estar a aumentar em Portugal. Infelizmente o nosso país não está minimamente preparado para dar resposta e ajudar os cidadãos.
Venho com estas palavras, apelar a V. Exa. o bom senso de me ajudar a solucionar o meu problema de forma justa e se tiver de ser avaliada as vezes que preciso for, não há problema, estou disponível para provar que tudo o que aqui foi referido, é verdade.

Com os melhores cumprimentos,


Nota: não conto que me ajudem porque sei como é que o sistema funciona, mas é lamentável que quando preciso, o meu país não me ajuda.

Por favor Iniciar sessão ou Criar uma conta para se juntar à conversa.

04 Fev. 2022 12:48 #22570 por Ana Isabel Jesus Cachada Barros
Respondido por Ana Isabel Jesus Cachada Barros no tópico Corte de Subsídio por doença
Carta de reclamação sobre serviço de verificação de incapacidade temporária para o trabalho que dirigi ao Ex.Diretor do Centro Distrital do Porto do Instituto
 de Segurança Social, I.P na semana passada e gostava de partilhar convosco, para que outras pessoas possam se elucidar sobre como anda a Saúde em Portugal:

Exmo. Senhor,
Foi com surpresa que recebi o resultado negativo da deliberação da comissão de reavaliação para a incapacidade temporária de trabalho.
No passado dia 7 de Outubro de 2021, foi-me diagnosticado Burnout, ou seja, um esgotamento. Na altura fiquei assustada porque vivo sozinha e dependo do fruto do meu trabalho para sobreviver, daí nunca ter aceite vir para a baixa antes. Sou uma cidadã que nunca falta ao trabalho, em quase 18 anos de casa, faltei um mês e meio no ano de 2014, por ter sido submetida a uma intervenção cirurgia ligada a uma doença da qual sou portadora desde os meus 18 anos, nomeadamente Doença Inflamatória do Intestino. Sito que até à data de hoje, nunca usei a minha doença como desculpa para nada. Aceitei o facto de não me encontrar nas melhores condições mentais, para continuar a exercer a minha profissão, o meu papel para com a entidade patronal em questão. Sou Animadora Sociocultural e trabalho diretamente com Idosos desde 2004. Fui à médica de família pedir baixa, explicando o motivo, a qual me deu o mínimo possível, isto é, 12 dias. Tempo suficiente para agendar uma consulta de psiquiatria e deixar que alguém da área me avaliasse.
A semana passada apresentei-me à segunda junta médica, com os respetivos relatórios médicos, ao qual fui interpelada com o comentário de um dos médicos presentes na avaliação, que eu não possuía um discurso de alguém com um esgotamento. Não achei normal tal expressão. Aliás, no meu ver foi um comentário infeliz. Qual o meu espanto quando recebo o papel em mãos, de que não subsistia a incapacidade temporária para o trabalho. Como é óbvio não concordei e tentei logo ali saber o que fazer para recorrer. E assim o fiz, preenchi o requerimento para uma reavaliação. Hoje foi dia dessa reavaliação e qual o meu espanto ainda maior, de a decisão ser exatamente a mesma.
Entenda vossa excelência, que não estou doente porque me apetece, estou doente e a ser acompanhada todos os meses pelo psiquiatra, a pagar essas consultas do meu bolso porque o nosso sistema nacional de saúde não responde de forma eficaz aos nossos problemas, apresento relatórios médicos verdadeiros e válidos, e mandam-me para casa sem receber nada?! Afinal o cidadão desconta para quê?! Não é para puder usufruir deste tipo de subsídios quando está doente?!
Porque é que se valoriza mais uma perna partida, do que a saúde mental de uma pessoa?! Começo a entender o facto de a taxa de suicídio por depressão estar a aumentar em Portugal. Infelizmente o nosso país não está minimamente preparado para dar resposta e ajudar os cidadãos.
Venho com estas palavras, apelar a V. Exa. o bom senso de me ajudar a solucionar o meu problema de forma justa e se tiver de ser avaliada as vezes que preciso for, não há problema, estou disponível para provar que tudo o que aqui foi referido, é verdade.

Com os melhores cumprimentos,


Nota: não conto que me ajudem porque sei como é que o sistema funciona, mas é lamentável que quando preciso, o meu país não me ajuda.

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04 Fev. 2022 12:51 #22571 por Ana Isabel Jesus Cachada Barros
Respondido por Ana Isabel Jesus Cachada Barros no tópico Corte subsídio por doença
Carta de reclamação sobre serviço de verificação de incapacidade temporária para o trabalho que enviei a semana passada para o Ex.Diretor do CentroDistrital do Porto do Instituto de Segurança Social, I.P e que partilho convosco:
 Exmo. Senhor,Foi com surpresa que recebi o resultado negativo da deliberação da comissão de reavaliação para a incapacidade temporária de trabalho.No passado dia 7 de Outubro de 2021, foi-me diagnosticado Burnout, ou seja, um esgotamento. Na altura fiquei assustada porque vivo sozinha e dependo do fruto do meu trabalho para sobreviver, daí nunca ter aceite vir para a baixa antes. Sou uma cidadã que nunca falta ao trabalho, em quase 18 anos de casa, faltei um mês e meio no ano de 2014, por ter sido submetida a uma intervenção cirurgia ligada a uma doença da qual sou portadora desde os meus 18 anos, nomeadamente Doença Inflamatória do Intestino. Sito que até à data de hoje, nunca usei a minha doença como desculpa para nada. Aceitei o facto de não me encontrar nas melhores condições mentais, para continuar a exercer a minha profissão, o meu papel para com a entidade patronal em questão. Sou Animadora Sociocultural e trabalho diretamente com Idosos desde 2004. Fui à médica de família pedir baixa, explicando o motivo, a qual me deu o mínimo possível, isto é, 12 dias. Tempo suficiente para agendar uma consulta de psiquiatria e deixar que alguém da área me avaliasse.A semana passada apresentei-me à segunda junta médica, com os respetivos relatórios médicos, ao qual fui interpelada com o comentário de um dos médicos presentes na avaliação, que eu não possuía um discurso de alguém com um esgotamento. Não achei normal tal expressão. Aliás, no meu ver foi um comentário infeliz. Qual o meu espanto quando recebo o papel em mãos, de que não subsistia a incapacidade temporária para o trabalho. Como é óbvio não concordei e tentei logo ali saber o que fazer para recorrer. E assim o fiz, preenchi o requerimento para uma reavaliação. Hoje foi dia dessa reavaliação e qual o meu espanto ainda maior, de a decisão ser exatamente a mesma.Entenda vossa excelência, que não estou doente porque me apetece, estou doente e a ser acompanhada todos os meses pelo psiquiatra, a pagar essas consultas do meu bolso porque o nosso sistema nacional de saúde não responde de forma eficaz aos nossos problemas, apresento relatórios médicos verdadeiros e válidos, e mandam-me para casa sem receber nada?! Afinal o cidadão desconta para quê?! Não é para puder usufruir deste tipo de subsídios quando está doente?!Porque é que se valoriza mais uma perna partida, do que a saúde mental de uma pessoa?! Começo a entender o facto de a taxa de suicídio por depressão estar a aumentar em Portugal. Infelizmente o nosso país não está minimamente preparado para dar resposta e ajudar os cidadãos.Venho com estas palavras, apelar a V. Exa. o bom senso de me ajudar a solucionar o meu problema de forma justa e se tiver de ser avaliada as vezes que preciso for, não há problema, estou disponível para provar que tudo o que aqui foi referido, é verdade.
 Com os melhores cumprimentos,     

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